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fariagallery.com

Por que este site existe

Quem eu sou, o que a Faria Gallery é, e por que cada projeto aqui aparece com ficha de museu em vez de print bonito.

Publicado
ontem
Atualizado
há 22 horas
Assunto
Faria Gallery, Portfólio

Meu nome é Felipe Faria. Nasci em 2006 e estudo Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Centro Universitário Senac, em Santo Amaro. Antes disso fiz o técnico em Informática para Internet.

Este site existe porque eu estava cansado de mandar três links.

Toda vez que alguém pedia para ver o que eu faço, a resposta era a mesma bagunça: o GitHub para o código, o LinkedIn para o histórico, o canal para o resto. Três endereços, três formatos, três contextos, e nenhum dos três contando a história inteira.

Pior: o GitHub mostra arquivo, não decisão. Quem abre um repositório vê uma pasta com trinta arquivos e nenhuma pista do que foi difícil, do que quase deu errado, ou do porquê de a coisa ser daquele jeito. É a parte menos interessante do trabalho, apresentada como se fosse a única.

A Faria Gallery é o lugar único. Projeto, experiência e texto, tudo no mesmo endereço, com o mesmo formato.

Por que etiqueta de museu

A decisão de design veio de um problema prático: meus projetos não têm imagem que valha uma parede.

Um circuito montado no Logisim, um quiz em Java, um simulado que roda no navegador. Print de tela desses projetos fica feio e genérico, e é exatamente o que todo portfólio de estudante faz: uma grade de capturas de tela que ninguém olha.

Então o site inverte. Não existe nenhuma imagem aqui. O que está pendurado na parede é a ficha, do jeito que museu faz:

Meio        Angular 19, Node.js, Express
Papel       Full-stack, em dupla
Crédito     Projeto Integrador II, Senac Santo Amaro
Estado      Código público

O campo meio é a piada que sustenta a ideia toda. Numa etiqueta de museu, “meio” diz do que a obra é feita: óleo sobre tela, bronze, vídeo de canal único. Aqui diz “Angular 19, Node.js, Express”. É a mesma informação, e por isso é composta do mesmo jeito, sem ícone, sem badge colorida, sem enfeite.

O ponto vermelho ao lado do ano também é emprestado da galeria: lá ele marca obra vendida, aqui marca o que dá para ir ver agora. É a única cor do site inteiro.

O que tem aqui

Coleção são os projetos fechados, com começo e fim, em ordem do mais novo para o mais antigo e com filtro por tecnologia.

Experiência é o que continua rodando: o canal Até Zerar, que tem seis anos e 5,7 milhões de visualizações, e a BluckerTV, a plataforma de vídeo que eu abri como empresa e encerrei cinco meses depois.

Blog é onde o texto longo mora. Estudo de caso, post-mortem, aprendizado. Quando um texto é sobre um projeto, a ficha daquele projeto aponta para cá.

A parte que quase ninguém publica

O texto mais importante do site é sobre um projeto que não deu certo.

A BluckerTV funcionava, tinha compliance em dia, marca registrada e app na loja. Também tinha exatamente um assinante pagante, e uma conta que não fechava de jeito nenhum. Eu poderia ter deixado ela fora daqui e ninguém saberia.

Deixei porque o que eu aprendi montando e desmontando aquilo vale mais do que qualquer projeto de faculdade que deu certo. E porque um portfólio onde tudo funciona não é um portfólio, é propaganda.

Como o site é feito

Estático, em Astro, hospedado na Cloudflare. Sem back-end, sem banco, sem formulário e sem login. A página não carrega JavaScript de framework nenhum, e o que existe são uns poucos bytes para o botão de tema e os filtros.

Não usa cookie nem rastreia ninguém, então também não tem aquele aviso de consentimento no rodapé. Existe em português, inglês e espanhol.

O código é aberto sob licença MIT, no GitHub. Os textos e as fotos não: a estrutura é de quem quiser usar, o conteúdo é meu.

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